quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

IPCA: Rio começa o ano com a maior inflação entre as regiões metropolitanas


O Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico, Eletrônicos e Eletrodomésticos do Rio de Janeiro (Simerj) analisou o IPCA de janeiro, divulgado na última sexta, 5, pelo IBGE. De acordo com os especialistas, o índice o superou o teto das expectativas. O resultado de 1,27% elevou o acumulado em 12 meses para 10,71%. Segundo o sindicato, foi o pior percentual para o índice em mais de 15 anos e reforça a tendência de estouro do teto da meta também em 2016.

Seguindo o detalhamento insatisfatório demonstrado na análise, os grupos “Alimentação e Bebidas” e “Transportes” assim como apresentado no IPCA-15 do mesmo mês, continuaram sendo aqueles com maior participação percentual no resultado final. Reajuste nos transportes públicos e combustíveis, assim como de energia (habitação) pesaram no índice nacional. No Brasil, em “Aparelhos Eletrônicos” a alta foi de 0,85% e desta vez no Rio de Janeiro o resultado foi superior (1,52% - destaque para máquina de lavar e televisão).

“No caso regional, a pressão de custos maiores, dado que a inflação acumulada considerando o passado recente tem vindo em patamares mais elevados pode estar influenciando os preços relativos assim como alguma demanda ainda por conta das promoções para eliminação de estoques. Vale destacar que os últimos resultados do comércio foram positivos e podem ter provocado um ajuste entre oferta e demanda, natural de um mercado aberto e competitivo. Lembrando ainda que no Rio a taxa de desemprego é mais baixa e a renda foi mais significativamente pressionada apenas recentemente. É preciso esperar os próximos dados para entendermos a nova dinâmica neste início do ano”, comenta Antônio Florêncio, presidente do Simerj.

O Simerj também firma, no relatório sobre o IPCA-15 de janeiro, que o pior imposto para classe de renda mais baixa é a inflação. “Para termos ideia, o INPC que abrange os menores salários já está acima de 11%, ou seja, mais pressionado que o IPCA (até 40 salários mínimos), balizador para a condução da política monetária do país. Com esta disseminação da inflação a percepção sobre os preços fica mais difícil. Assim, consumidores e empresários sofrem com a tomada e formação de preços provocando um ciclo adverso difícil de ser quebrado. É preciso buscar o equilíbrio através da informação cada vez maior sobre o consumidor e sobre fornecedores, minimizando custos e apresentando na ponta o que tem mais chance de ser vendido”, explica Antônio.


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