sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Roma tem últimas apresentações na Galeria do Sérgio Porto



Na capital da Itália, um quarto de hotel é o refúgio para duas mulheres se encontrarem durante uma festa de réveillon. Juntas até o amanhecer, elas descobrem uma liberdade que nunca experimentaram. “Roma”, espetáculo teatral com direção de Renato Farias, leva o público para dentro de um jogo de sedução e intimidade. As portas desse cômodo ficarão escancaradas até 28 de fevereiro, de sexta à domingo, às 20h30, na Galeria do Espaço Cultural Municipal Sergio Porto, no Humaitá. O local escolhido, com capacidade máxima para 30 pessoas, propicia um clima mais intimista.

A história se passa no Hotel Pompeo, em Roma, prédio que outrora fora um grande teatro. Ana, uma brasileira que mora em Florença, recebe no quarto em que está hospedada, Isabella, uma linda mulher que conheceu durante a festa. As duas dão início a um jogo de meias verdades e mútua sedução. Sem identidades, sem traumas, sem medos. Para elas o ano novo passa a ter outro significado. O espetáculo, o primeiro escrito pelo ator Guilherme Prates, conta com duas jovens atrizes no elenco, Juliana Lohmann e Linn Jardim, que dividem a tarefa de contar essa história de amor.

Diretor da Companhia de Teatro Íntimo há dez anos, Renato Farias leva para este novo espetáculo traços de outras obras como “João Cabral” e “Oito Solos Acompanhados”, indicado ao 1º Prêmio Questão de Crítica, pelo conjunto da pesquisa. A montagem de “Roma” parte da aproximação com o público para que a experiência com a cena ocorra de maneira mais intimista, com grande apelo sensorial. A plateia é convidada a entrar nesse quarto com as atrizes, no mesmo espaço da representação.

“Acredito que a aproximação propicia uma afetividade – um deixar-se afetar pela história que está sendo contada. Não apenas para a plateia, mas também para os atores. “Roma” tem ingredientes tão humanos e tão possíveis em cada um de nós, que a opção pela intimidade foi natural”, diz Farias.

Ao expôr o envolvimento entre essas duas mulheres, a peça questiona preconceitos e posturas intolerantes em relação ao outro. “A função do teatro é emocionar, divertir, entreter, mas também, sempre que possível, levar as pessoas a refletir sobre quem elas são e, sobretudo, sobre como elas agem. Hoje, que todos têm espaço de colocar para o mundo tudo aquilo o que pensam, e até aquilo que dizem sem pensar, a gente acaba sendo impelido a se posicionar politicamente quando menos se espera. Então, esse é o nosso posicionamento com este espetáculo: vamos falar sobre as possibilidades infinitas do amor e sobre a necessidade de se questionar constantemente sobre os nossos valores. A gente propõe que as pessoas reflitam: Eu estou feliz com as minhas escolhas? Eu realmente acredito no que acho que acredito?”, pondera o diretor, que acredita que toda forma de amor vale a pena. “Vamos nos aproximar com cuidado e respeito porque intimidade não é nem interação e nem intimidação”, completa.

“Roma” tem iluminação de Rafael Sieg, trilha sonora de Pedro Gracindo e direção de arte de Thiago Mendonça.

Roma

Galeria Espaço Cultural Municipal Sergio Porto

Em cartaz até 28 de fevereiro de 2016

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