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    PROFESSORES 2.0: A IMPORTÂNCIA DO FATOR HUMANO NA APRENDIZAGEM ONLINE



    Professores de várias nacionalidades analisaram na mesa redonda a evolução do papel dos docentes com o avanço da tecnologia

    O surgimento das novas tecnologias obrigou os professores de idiomas a se reinventarem para melhor se adequarem ao novo perfil dos alunos. Num mundo cada vez mais virtual e artificial, os professores da ABA English constataram que é necessário, mais do que nunca, incorporar o fator humano na aprendizagem online.

    A ABA English, academia de inglês online com mais de 10 milhões de alunos, realizou o 1º Painel de Professores ABA em Barcelona, com a presença, tanto física como a distância (web conference), de sete professores especialistas da academia, que partilharam as suas opiniões e experiências sobre este tema.

    Durante a mesa redonda, foram eleitos os 5 requisitos que todo o profissional deve ter para se tornar um bom professor de idiomas 2.0.

    1. A tecnologia não é uma ameaça, mas sim uma ferramenta

    Hoje em dia, os professores não podem ensinar um idioma sem levar em conta o mundo tecnológico que os rodeia e um elemento que nos acompanha em todos os momentos: osmartphone. “A evolução da tecnologia não deve ser uma ameaça para os professores, mas sim uma ferramenta que pode ajudar a melhorar o método de aprendizagem dos nossos alunos”, indica a italiana Maria Perillo, diretora acadêmica da ABA English.

    2. Especialista tanto no método de ensino como em tecnologia

    Os professores devem saber se adaptar e integrar, usar e aproveitar a tecnologia em matéria de ensino. Por isso, além de aprender a ensinar o idioma, devem também conhecer as tecnologias e as ferramentas, que servem para ensinar e interagir com os alunos. Os professores 2.0 que tenham integrado estes métodos de ensino criam materiais de estímulo, de modo a gerar interesse e manter motivados os seus alunos.

    “O livro tradicional já não é suficiente para o estudante atual. A tecnologia está a serviço da educação, de várias formas: procurando material adicional para as aulas na Internet, bem como usando vídeos e jogos interativos para criar um ambiente multimídia na aprendizagem”, afirma a professora americana Robin Motheral.

    “Temos que entender como os estudantes usam a tecnologia e lhes oferecer conhecimentos interessantes, enquanto criamos interação com eles, pois já não funciona dar-lhes a informação escrita em papel”, corrobora a professora britânica Martine Jeffries.

    3. Uso de recursos web como ferramentas educativas

    O novo perfil do professor 2.0 deve aplicar uma mudança no seu método e usar a informação digital com um fim mais didático. “Os docentes devem ter a capacidade e a competência para analisar e selecionar as ferramentas online mais idóneas, de modo a adaptar os métodos e maximizar a eficácia do ensino”, comentou a professora britânica Nicola Cowan. Uma ideia reforçada pelo professor italo-britânico Tim Sarsini, que destaca a importância de implementar um método de ensino, que “consiga que o inglês faça parte da rotina diária do estudante”.

    4. De docente a coach pessoal

    Com o ensino autônomo, solitário e à distância, que implica a aprendizagem online ou por dispositivos móveis, os estudantes precisam de um maior apoio para sentir-se mais acompanhados, guiados e estimulados, de modo a não abandonar o estudo. Por outro lado, o ambiente tecnológico que os rodeia, torna os estudantes mais distraídos, menos pacientes e menos atentos. Por isso, o ensino deve ser mais rápido, estimulante, rico, divertido e eficiente.

    “Neste mundo de ensino 2.0, o professor-guia tem um papel fundamental, já que deve aconselhar o aluno a como usar o seu tempo limitado da melhor forma possível. Assim, o aluno de agora é mais livre e autónomo, e, por isso, a sua maior motivação nasce da total liberdade que tem, na hora de decidir quando pretende estudar”, explica o professor escocês George Talbot.

    5. Personalização da relação professor-aluno

    Existe uma relação entre o aluno e o professor no ensino à distância e em ambiente tecnológico? Precisamente por ser virtual, a relação não só existe, como é muito importante que o aluno tenha êxito na sua aprendizagem. Os professores 2.0 chegam a estabelecer um conhecimento bastante pessoal e vital com os seus alunos. As suas comunicações não se limitam a partilhar conhecimento ou a tirar dúvidas, mas muitas vezes o seu papel implica que se interessem pela vida pessoal do aluno. Estes procuram conhecer as suas motivações e o que o leva a aprender inglês, de forma a seguir o seu progresso e a perguntar-lhes, por exemplo, como foi a entrevista de emprego em inglês ou o encontro com familiares americanos.

    “Para o aluno 2.0 continua sendo muito importante ter o feedback dos professores, de forma a não perder a sua motivação. Professores e alunos devem se conhecer melhor e saber os respectivos pontos fracos e fortes de cada um. Deste modo, os estudantes podem melhorar e desfrutar das vantagens que existem em dominar um idioma estrangeiro”, diz a professora brasileira Priscilla Oliveira.

    O fator humano é cada vez mais necessário para dar resposta a todos os desafios da educação 2.0, especialmente no ensino online. Por esse motivo, a ABA English atribui a cada aluno da sua academia de inglês, um professor que o guia e o motiva durante a sua aprendizagem. Para isso, a ABA English conta com uma equipe de uma centena de professores em todo o mundo, que cobrem diferentes idiomas nativos e fusos horários.

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