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    Ricardo Tacuchian lança o CD “Água Forte” reunindo composições inéditas para piano interpretadas pelo Duo Grosman-Barancoski, no sábado, dia 05, no Theatro Municipal



    Com mais de 50 discos lançados em seis décadas de carreira, compositor de renome internacional reúne em novo CD obras para dois pianos e piano a quatro mãos

    Com mais 60 anos de carreira e um obra de mais de 250 títulos tocada no Brasil e em praticamente todos os países da Europa e das Américas, o compositor Ricardo Tacuchian esbanja inventividade e vitalidade no seu mais novo CD “Água Forte” (A CASA Discos / distribuição nacional Tratore), reunindo seis composições para dois pianos e piano a quatro mãos, magistralmente executadas pelo Duo Grosman-Barancoski, formado por Miriam Grosman e Ingrid Barancoski. O concerto de lançamento será no sábado, dia 05 de novembro, na Sala Mario Tavares, no Anexo do Theatro Municipal, às 16h. O disco vem a se juntar a uma discografia que alcança mais de 100 fonogramas em cerca de 50 diferentes CDs, inclusive gravações lançadas nos Estados Unidos, além das antigas gravações em LP (vinil).

    O CD abre com “Grafite”, escrita para piano a quatro mãos, uma escrita em 2015, dedicada ao duo de pianistas, e que fez a primeira audição mundial no mesmo ano, no Rio de Janeiro. A música simboliza a arte urbana pós-moderna com seus gestos ora dissonantes ora tradicionais, com energia, contraste, violência, lirismo e ingenuidade. A composição faz parte de uma série de obras do compositor, de diferentes organizações instrumentais, construídas a partir de sugestões das artes plásticas. Em seguida, ÁGUA-FORTE , para dois pianos, é uma alusão ao conceitual à técnica de criar desenhos impressos de uma placa de metal gravada, com o auxílio de um ácido de ação corrosiva. Na obra, Tacuchian procura mostrar o contraste entre o poder vigoroso do ácido e do metal e a expressão poética da gravura resultante. A obra, escrita em 2006, foi dedicada ao Duo Gastesi-Bezerra que fez a sua estreia em Wellington, Flórida, em 2007, e também faz parte da Série de obras com sugestões das artes plásticas.

    Escrita para piano a quatro mãos, ESTRUTURAS GÊMEAS faz parte de uma série de oito peças, para diferentes grupos instrumentais, inclusive para orquestra sinfônica, escritas na década de 70 do século XX. Foi estreada em Brasília pelo Duo Maria Angélica Ketterer-Paulo Affonso de Moura Ferreira, em 1978, o mesmo ano de sua composição. A gravação do Duo Grosman-Barancoski é o segundo registro da peça em CD, já anteriormente gravadas pelas pianistas Sonia Vieira e Maria Helena Andrade, para o CD ESTRUTURAS. A obra é um lamento em memória da morte da compositora Esther Scliar, a quem a obra é dedicada. Os dois pianistas, sentados lado a lado, diante do mesmo piano, simbolizam dois gêmeos, como o compositor se sentia, espiritualmente, em relação à sua colega Esther Scliar. TAPEÇARIA, que traz a pianista Miriam Grosman ao piano solo, foi escrita em 2011 e dedicada a própria pianista, por ela estreada no ano seguinte, no Palácio São Clemente, Rio de Janeiro. No mesmo ano, a pianista Zélia Chueke já havia feito uma pré-estreia norte-americana, na New York Public Library of the Performing Arts. Já AZULEJOS, de 2011, é dedicada a Ingrid Barancoski, que fez a sua estreia, no mesmo ano, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Como Grafite, Água-forte e Tapeçaria, Azulejos faz parte da série de obras com sugestões das artes visuais. A Azulejaria é uma expressão artística que já existia no Antigo Egito e na Mesopotâmia e que se tornou, mais tarde, um traço característico da arquitetura e da arte portuguesa. As colônias portuguesas receberam esta influência como se pode ver em igrejas brasileiras barrocas e na arquitetura civil de São Luiz do Maranhão.

    Encerrando o CD, ESTE VERÃO ELES CHEGARAM , com Miriam Grosman ao piano, é uma série de 10 miniaturas dedicada ao neto do compositor, Eduardo Lamy Tacuchian, que nasceu no verão de 2012, junto com outros bichinhos da vizinhança onde mora o compositor (Jardim Botânico, Floresta da Tijuca, Lagoa Rodrigo de Freitas e praias cariocas) e que costumam, também, nascer no verão. Cada peça é inspirada no caráter e na movimentação dos bichos representados. A peça foi escrita de modo que permitisse ser executada por um jovem pianista, num andamento um pouco mais lento, podendo, até, dispensar o uso dos pedais. Foi escrita em 2013 e estreada, no mesmo ano, por 10 pianistas (um para cada movimento), num concerto realizado em Lisboa, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, durante o Congresso “A Música no Espaço Luso-Brasileiro: um Panorama Histórico”. A estreia da Série completa por um único pianista foi realizada por Marina Macedo, em 2013, em Campinas, durante o I Festival de Música Contemporânea que homenageava o compositor.

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