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    Tributo para Caó e Marielle, no Auditório da ABI



    O dia 21 de março, foi escolhido para ser um grande encontro, a data, representativa vai de encontro para homenagear o saudoso Carlos Alberto Caó (falecido em 4 de fevereiro, aos 76 anos) - autor da chamada Lei Caó, que transformou o preconceito de raça, cor, sexo e estado civil em contravenção penal, e a emenda constitucional que tornou o racismo crime inafiançável - Não só em função de todo o legado deixado pelo jornalista, advogado, militante do movimento negro e ativista dos direitos humanos, mas rememoração ao dia - Internacional contra a Discriminação Racial, criado e instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória ao “Massacre de Shaperville”, em 21 de março de 1960.

    O evento será realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde será feita ainda uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada brutalmente, no último dia 14 de março.


    “O intuito do nosso evento é evidenciar ambos os legados como instrumento de fortalecimento das nossas lutas cotidianas contra o racismo, intolerância, xenofobia, machismo, homofobia e todas as formas de cerceamento das liberdades e pluralidade em nosso país. Esperamos assim, contribuir para a não invisibilidade dos legados e memórias dos ativistas, intelectuais e da gente comum negra brasileira”, atesta o interlocutor da CCIR - Ivanir dos Santos, que não mediu esforços para reunir autoridades e diversos representantes religiosos no encontro


    O momento é de reflexão e de grande consternação e vale saldar e ressaltar a grande importância desses dois limitantes da causa negra. No encontro, diversos setores culturais marcam presença como a cantora Áurea Martins, que cantará à capela, apresentação do curta “Igualdade Já”, de Wanda Ribeiro e Filó, grupo “Quase Tudo Pandeiro” – com Pedro Lima e Carlos Negreiros, Negreiros cantará ainda uma música em ijexá, performance de dança no hall – com Padê, Miramar Mangabeira apresentará “Ele é o nome da lei”, em formato de poesia musicada, Glauce Rosa e Jéssica Castro fazem uma intervenção musical. Participação ainda de Filhos de Ganhdi, os atores Déo Garcez ao lado de Nívia Helen, fazem uma pequena apresentação da peça “Luiz Gama - Uma Voz pela Liberdade”. Em cena, os atores contam a história de Luiz Gama, advogado negro que viveu entre 1830 e 1882 e sofreu todas as mazelas de se nascer numa época em que a cor da pele era sinônimo de servidão.


    Esses e tantos outros fizeram questão de marcar presença, onde também estão confirmados representantes da OAB, ABI, Cojira Rio, CEAP, Marcelo Rosa - Subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial de São João de Meriti), além de religiosos da arquidiocese, músico e pastor Kleber Lucas, os pastores Marcos Amaral e Neil, budistas, muçulmanos, hare krishna, wiccas, judeus, umbamdista, candomblesistas, entre outros. Sem sombra de dúvida, o ato será de grande relevância para todos.




    Dia 21 de março – amanhã

    A partir da 17h30

    Auditório da ABI – 9º andar

    Rua Araújo Porto Alegre, 71 – Centro

    Capacidade: 500 pessoas

    Entrada Franca

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