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    Aumento da informalidade no Rio traz desafios à segurança pública



    Levantamento da Fecomércio RJ indica aumento de roubos no período do Natal, abastecendo o comércio ilegal.
    Gastos do comércio com segurança chegam a R$ 9,6 bilhões

    Estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), baseado em dados do IBGE e do Instituto de Segurança Pública (ISP), indica relação entre a crescente informalidade no mercado de trabalho, que hoje chega a 3 milhões de pessoas, e os elevados índices de criminalidade, em especial no tocante a roubos de carga e roubos a estabelecimentos comerciais e transeuntes.

    Apesar das recentes quedas, os índices de roubos continuam em níveis inaceitáveis, e o comércio ainda sente seus efeitos. A Fecomércio RJ alerta para a proximidade do período de compras de Natal, pois o levantamento da Federação mostra que o número de roubo de cargas apresenta picos nos meses de dezembro, tendo mais que dobrado em dez anos.

    Mercadorias e produtos oriundos dos roubos costumam ser revendidos de forma irregular no mercado informal, gerando perdas significativas à economia e à sociedade, principalmente no período próximo a datas comerciais.

    Aumento do desemprego e da informalidade
    De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad/IBGE), em 2017 o número de trabalhadores no Estado do Rio de Janeiro, em todos os setores é de cerca de 7 milhões, sendo que destes, cerca de 3 milhões estão na informalidade.

    Em todo o Estado, serviços e comércio concentram o maior número de trabalhadores sem carteira assinada, com elevados 81,1% do quantitativo daqueles sem vínculo formal. Isso representa um contingente de cerca de 900 mil pessoas destes setores trabalhando sem carteira.

    Nos últimos anos, houve forte aceleração no fenômeno de crescimento do mercado informal, à medida que caiu o percentual de mão de obra com carteira assinada (gráfico abaixo).



    Fonte: Pnad-C/IBGE / Elaboração: Fecomércio RJ


    Informalidade x Ilegalidade
    Uma parte das atividades informais, embora minoria, opera na zona da ilegalidade, sendo responsável pela receptação e circulação de produtos roubados ou falsificados, geralmente oriundos de roubos de carga, a estabelecimentos comerciais e a transeuntes.

    Levantamento da Fecomércio RJ mostra que os roubos fizeram com que os gastos médios dos estabelecimentos com segurança (câmeras, alarmes, vigilância, acessos etc) era de cerca de 4,8% do faturamento em 2017, o que representou cerca de R$ 9,6 bilhões.

    Dados do ISP de 2007 a 2017 mostram oscilação no roubo a estabelecimentos comerciais, com taxa de incidência variando de 28,8 roubos por 100 mil habitantes em 2011 a 47 roubos por 100 mil habitantes em 2014. Já o roubo de cargas e a transeuntes alcançaram níveis ainda mais alarmantes neste intervalo de 10 anos. Os crimes a transeuntes passaram de 384,4 para 510,9 /100 mil hab.; o roubo de cargas mais que dobrou, crescendo de 28,9/100 mil em 2007 para 63 /100 mil em 2017, alcançando o índice máximo desde 1991.

    Roubo de Cargas em datas comerciais
    A relação do roubo de cargas com o comércio ilegal de produtos receptados fica mais evidente quando são analisados os dados mensais deste tipo de crime. Ao longo dos anos, é possível verificar picos no mês de dezembro, quando há justamente maior trânsito de mercadorias e produtos, inclusive no comércio informal, por conta do Natal (gráfico abaixo).

    Grafico_ISP_Roubo_Cargas
    Fonte: ISP / Elaboração: Pesquisas e Análises Econômicas Fecomércio RJ

    Para a Fecomércio RJ, é necessária a criação de postos formais de trabalho para que haja crescimento econômico e, assim, mudanças no cenário atual em que a população, com a renda afetada, gera demanda para o mercado irregular pelos seus preços atrativos, que assim estimula o roubo, o que provoca um ciclo perverso para a sociedade.

    A Federação considera urgente a melhora na Segurança Pública e a criação de políticas públicas que atraiam investimentos de longo prazo, incentivando novos negócios e inserindo trabalhadores na economia.

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