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    Exposição Ancestralidades Contemporâneas apresenta Brasis desconhecidos



    Em sua primeira exposição individual, a fotojornalista carioca Cacau Fernandes mostra manifestações culturais nos interiores do Brasil

    Em comemoração ao Mês da Consciência Negra, Os “Cão” de Jacobina, Lambe Sujo e Caboclinhos, O Nêgo Fugido e Bloco da Lama, quatro manifestações culturais que acontecem nos interiores do Brasil, algumas centenárias compõem a primeira exposição individual da fotografa e fotojornalista carioca Cacau Fernandes, Ancestralidades Contemporâneas. A estreia será na Estação Casa Amarela, em Caçapava, interior de São Paulo, no dia 9 de novembro, a partir das 19h, a entrada é gratuita. A exposição ficará no local até o final do mês, seguindo na sequência para outros espaços da Região Sudeste.

    Das quatro manifestações, três remetem a época da escravidão e fazem parte da memória cultural afro-brasileira: Os “Cão” de Jacobina e Nêgo Fugido, na Bahia e Lambe Sujo e Caboclinhos, em Sergipe. O Bloco da Lama, no Rio de Janeiro, remete a memória dos homens das cavernas. As quatro festas foram escolhidas por Cacau para sua primeira exposição, que contará com 40 fotografias, 10 para cada uma. Caso os visitantes queiram adquirir uma das obras, poderão fazê-lo mediante reserva - as imagens que estarão sendo exibidas, seguirão para outros locais.

    Cacau Fernandes é fotógrafa e fotojornalista obstinada pelo resgate manifestações culturais esquecidas ou desconhecidas e manifestações de fé, de uma ponta a outra do Brasil. Da seca no Nordeste ao alagamento em Mariana, Cacau registra os momentos de maneira única, com um olhar incansável, sensível e aguçado, que transporta quem vê suas obras, aos cantos mais escondidos do país, mesmo que estes cantos estejam dentro de grandes capitais, como as favelas do Rio de Janeiro.

    “Pude descobrir um Brasil que o próprio Brasil desconhece. As obras têm em comum manifestações culturais que remontam a época da escravidão no país. Nada mais propício do que trazer isso à tona no mês da Consciência Negra. As pessoas precisam saber e entender as pluralidades do nosso Brasil”, aponta Cacau Fernandes.

    Superação é a palavra que mais define Cacau, graduada em Fotografia pela Universidade Estácio de Sá e pós-graduada na mesma instituição em Imagem Digital. Ouviu de alguns colegas, logo no primeiro período, que deveria desistir do curso por não ter o melhor equipamento, experiência na área e mais de 40 anos. Sagaz, Cacau se esforçou ao máximo para comprovar que quem faz a foto, é o fotógrafo e não o equipamento, e, no segundo período já trabalhava nas redações de grandes jornais do Rio. Em 2014, foi indicada ao Prêmio Esso, o maior reconhecimento da imprensa nacional, até então. Teve suas imagens publicadas nos anuários “O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro”, em 2014, 2015, 2016 e 2017. Em 2017, ficou entre os 10 finalistas do Parati em Foco. Trabalhou no Jornal O Dia por cinco anos, também teve imagens estampadas na Revista Veja e Jornal O Estado de São Paulo, Meia Hora e Brasil Econômico.

    “Os ensaios emergem como um contraponto aos trabalhos cotidianos da fotojornalista. São olhares mais poéticos que documentais sobre grupos que veiculam suas figuras numa dimensão sacroprofana de danças e cortejos onde festa, fé, rito e carnavalização se traduzem em corpos que são ocultados/revelados sob camadas de substâncias enegrecedoras, em personagens que emergem lúdicas e libertárias”, aponta o curador e escritor Tchelo de Barros.

    Nascida no subúrbio do Rio de Janeiro, Cacau Fernandes já trabalhou de quase tudo em seus 50 anos de idade, de camelô a apontadora do “Jogo do Bicho”, passando por cabeleireira, cozinheira e cuidadora de idosos, fez de tudo um pouco para criar seus dois filhos pequenos. Foi na Fotografia que encontrou sua razão de viver. Fez curadoria ou colaboração em diversas exposições como as de Evandro Teixeira, Alex Ribeiro e Severino Silva – este último, teve a exposição “Rio is a Hot City” levada para a Alemanha, uma experiência ímpar para Cacau. Idealizou e fundou o Espaço Cultural Evandro Teixeira, na Universidade Estácio de Sá, no Campus Rio Comprido.

    Ela também se especializou em fazer grandes eventos na sua área de formação, lançou a Semana da Fotografia na Universidade Estácio de Sá, em 2012, e organizou o evento nas cinco edições seguintes, parando apenas em 2018. Organizou a edição de 2017, mesmo tendo sido atropelada por um carro alegórico na Marques de Sapucaí, ficando impedida de fotografar por quase um ano, mas o evento a manteve próxima da fotografia.

    Sobre a Estação Casa Amarela

    Nascida em 2016 em Caçapava, interior de São Paulo, a Estação Casa Amarela Produções e Serviços EIRELI é um espaço cultural voltado a arte, educação, formação, entretenimento e incentivo ao mercado cultural na região do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira.



    Serviço

    A fotógrafa carioca Cacau Fernandes estreia sua primeira exposição individual, Ancestralidade Contemporânea, na Estação Casa Amarela, no dia 9 de novembro, a partir das 19h30, entrada gratuita. É necessário realizar agendamento para grupos de até 20 pessoas pelo telefone: (012) 36526103 ou pelo WhatsApp: (012) 991162784. Horários: Terça e sexta: das 10h às 11h30 e das 18h às 19h30. Quarta e quinta: das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30m. Sábado e domingos: das 10h30 às 12h. A Estação Casa Amarela está localizada na Rua José Ludgéro Siqueira 30, Vila São João, Caçapava, São Paulo.

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