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    Fecomércio RJ e IFec lançam publicação Rio em Números com dados do estado



    Estudo trimestral fará uma análise dos indicadores sociais do Estado, ajudando nas estratégias de políticas públicas

    O lançamento da publicação Rio em Números, elaborado pelo Instituto Fecomércio RJ de Pesquisas e Análises, reuniu no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), nesta quarta-feira, dia 27 de fevereiro, parlamentares, prefeitos, vereadores e instituições da sociedade civil. Promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio (Fecomércio RJ) e pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado Jornalista Roberto Marinho, o evento contou com a presença do presidente da Federação, Antonio Florencio de Queiroz Junior, e do presidente da Alerj e do Fórum, deputado André Ceciliano, além do economista-chefe da Fecomércio RJ, João Gomes, responsável pelo projeto Rio em Números.

    Veja o estudo Rio em Números na íntegra

    O estudo marca o lançamento do Instituto Fecomércio RJ de Pesquisas e Análises – IFec, cujo trabalho visa à realização de informações socioeconômicas com foco regional e setorial. Para isso, além da produção de seus próprios dados primários, utiliza estatísticas de instituições públicas e privadas para geração de indicadores relevantes para o Estado do Rio de Janeiro.

    O Rio em Números analisou nas áreas de pobreza e desigualdade social; mercado de trabalho; educação; saúde; segurança pública; juventude e políticas urbanas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, consideradas cruciais para a dinâmica e desenvolvimento do estado fluminense, e, por consequência, estratégicas para a criação de políticas públicas que ajudem o Rio a retomar a rota do crescimento. Além de apresentar dados, o intuito é embasar tecnicamente políticas públicas de desenvolvimento, acompanhando seu andamento.

    Em seu discurso, o presidente do Sistema Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior frisou a importância dos setores representados pela instituição para o desenvolvimento econômico do Estado do Rio. “Nossa Federação, por meio do novo Instituto Fecomércio RJ e de seu corpo técnico, vem realizando uma série de estudos e traçando um panorama detalhado dos setores de comércio de bens, serviços e turismo, que resultou na publicação que apresentamos hoje”, ressaltou o presidente.

    Queiroz destacou, ainda, o papel do IFec neste cenário: “Estamos lançando o Instituto Fecomércio RJ, e o Rio em Números nasce neste contexto de que para avançarmos precisamos ter um retrato da realidade e indicadores que nos permitam monitorar avanços", concluiu.

    Como é feito

    Para a construção destes indicadores, foram utilizadas, dentre outras, as bases de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que traz os números atualizados sobre renda, trabalho e educação. Foi possível desagregar os dados por diferentes áreas de abrangência: Estado do Rio de Janeiro, Capital, RMRJ e interior (que compreende o estado, exceto a RMRJ). Para a análise dos demais temas, também foram consultadas outras fontes de informações e estudos para apresentar estatísticas relevantes.

    Dados preocupantes

    Pobreza e desigualdade social – O Estado do Rio de Janeiro é a segunda maior economia do país, com desigualdade de renda alta para seu PIB: a renda dos mais ricos é 56 vezes maior que a renda dos mais pobres. Ainda segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), os pobres representam mais de 12% da população, com agravante que 2,5% estão na extrema pobreza. Além disso, cerca de 56% dos domicílios fluminenses chefiados por pretas ou pardas estavam abaixo da linha da pobreza. E 83% da população vive com menos de dois salários mínimos.

    Mercado de trabalho – Piora do mercado de trabalho, em especial a partir de 2015. Desemprego em 2018-3 foi de 14,6% com viés juvenil. Desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos é de 32,2%. O estudo também mostrou que 19,6% da força de trabalho, no Estado do Rio de Janeiro, encontra-se subutilizada - o que representa 1,7 milhão de pessoas. Das pessoas de 15 anos ou mais ocupadas, 41,9% trabalham informalmente no estado, e 63% dos trabalhadores sem carteira assinada estão no setor de serviços.

    Segurança pública – A taxa de roubo a estabelecimentos comerciais piorou nos últimos anos. De 28,8, em 2011, ao valor máximo de 47 casos por 100 mil habitantes em 2014. Em 2018, subiu para 37,8. Os roubos a transeuntes também subiram (2007-2018) de 384,4 para 519,5 casos por 100 mil habitantes. Em 2007, os roubos de cargas eram de 28,9 por 100 mil habitantes, subiram até 63 em 2017 – máxima da série histórica, desde 1991. Em 2018 ocorreu uma dedução, para 53,9 casos para 100 mil habitantes.

    Saúde – Os idosos são a única faixa que crescerá com taxas positivas nos próximos anos. No Rio, os idosos – até 2030 – corresponderão a 16,2% da população. Em 2018, estima-se 1,9 milhões de idosos, contingente equivalente a 11,2% da população fluminense. O envelhecimento da população aumenta a demanda e custos do sistema de saúde e da previdência.

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