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    CENTRO MUNICIPAL DE ARTE HÉLIO OITICICA INAUGURA TRÊS EXPOSIÇÕES SOBRE RACISMO, DIÁSPORA AFRICANA E PRESENÇA DE ARTISTAS NEGROS NAS ARTES VISUAIS



    Três novas exposições entram em cartaz no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (CMAHO) a partir do próximo sábado, dia 6. Tendo em comum a temática do racismo, as mostras “Ìtàn – Narrativas do Corpo Negro”, “Noite” e “Ruptura do Invisível – O Encanecer" são compostas por fotografias, pinturas e instalações que trazem à tona discussões sobre a diáspora africana, a produção feminina e a articulação das redes de artistas de mulheres não-brancas, além de reflexões sobre arte e racismo.


    Na exposição “Ìtàn – Narrativas do Corpo Negro”, o fotógrafo Leandro Cunha remete a histórias ancestrais dos orixás por meio de expressivos registros de 30 artistas negros. Sua pesquisa busca valorizar a experiência contemporânea do corpo negro imersa na cultura da diáspora, suscitando debates sobre o tratamento historicamente pejorativo e desigual dado ao negro e à negra, sobre a resistência e sobre os crimes de racismo religioso. A partir disso, a fotografia tenta provocar o corpo de quem a visualiza, abrindo as portas da imaginação e do inconsciente coletivo de seus visitantes.


    A “Noite” mostra a potencialidade e a pluralidade da produção feminina do Coletivo Trovoa, após concluir o período de residência no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Através de diferentes linguagens como pintura e fotografia, além de instalações, a mostra coloca em evidência 28 obras desenvolvidos por 22 artistas durante a residência. O objetivo do grupo é também articular as redes de artistas mulheres não-brancas, ampliando assim sua presença e relevância em circuitos de arte.


    Em “Ruptura do Invisível – O Encanecer”, a proposta é estimular reflexões sobre arte e racismo. A mostra reúne 13 trabalhos com base em duas séries, intituladas “Preto de Alma Branca” e “Branco de Alma Preta”. Criados solitariamente em estúdio, os autorretratos do artista Sérgio Adriano H. revelam o seu rosto pintado de dois modos, ora todo de branco e com choro de lágrimas negras, ora em tom negro e lágrimas brancas. Os autorretratos impressos do autor passaram por um processo de “embranquecimento” provocado pelo uso de água sanitária e sabão em pó, fazendo emergir outras séries de imagens. Na visão do artista, a distorção tem como objetivo evidenciar a dor de ser negro no Brasil.


    Serviço



    EXPOSIÇÕES
    Ìtàn – Narrativas do Corpo Negro
    De 6 a 27 de abril

    De segunda a sábado, das 12h às 18h

    Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

    Endereço: Rua Luís de Camões 68, Praça Tiradentes

    Entrada gratuita



    Ruptura do Invisível – O Encanecer
    De 6 de abril a 11 de maio

    De segunda a sábado, das 12h às 18h

    Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

    Endereço: Rua Luís de Camões 68, Praça Tiradentes

    Entrada gratuita



    Noite
    De 6 de abril a 11 de maio

    De segunda a sábado, das 12h às 18h

    Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

    Endereço: Rua Luís de Camões 68, Praça Tiradentes

    Entrada gratuita

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